Aproximando-se dos quarenta anos, o poeta e livreiro Leon Trapani luta para se manter abstêmio enquanto trabalha na realização de um dos seus grandes sonhos: escrever um livro sobre sua geração, durante um período em que o suicídio entre poetas atinge recordes históricos. Ao mesmo tempo em que desenvolve seu projeto, Trapani desenha um quase dever indeciso sobre que rumo tomar em sua própria vida, construindo uma história sobre o que alguns alcoólatras são capazes de fazer no tempo em que, outrora, estariam bebendo.

Ao se mover entre um painel de memórias, o cotidiano caótico de um poeta-operário e reuniões do AA, o protagonista do romance cruza o caminho de Lorena Varuni, espécie de deusa ex machina obstinada em revolucionar a realidade palpável através da literatura, e se vê tragado por uma intriga conspiratória que ruma à destruição de toda poesia. Vestindo aos poucos a máscara da loucura, Leon se atira contra o espelho dos seus duplos e aos sonhos de Lorena, que dorme dentro da sua cabeça e compartilha, de modo inexplicável, seus pensamentos, antecipando espantosamente seus desejos.

Em meio a uma profusão de livreiros, professores, cineastas, intelectuais em crise, alcoólatras em recuperação, da máfia do petróleo, do mercado do livro e da vida dos trabalhadores da poesia, a narrativa se vale também de toda sorte de vagabundos junto aos quais Leon Trapani se une em um transe de coragem e alucinação. Sem saber se está sonhando ou se está acordado (se está definitivamente na vida), Leon descobre uma conexão constante com outra cabeça que não a sua, como se seus pensamentos nunca tivessem pertencido a ele mesmo. Essa conexão magnética com Lorena expõe o narrador a diversos limites físicos e mentais, entre eles o da condução do próprio romance.

Como escreve Leonardo Fróes no prefácio do livro, em tudo que Leonardo Marona escreve há jorros escandalosos de criatividade e talento, e em Não vale morrer não é diferente. Mesclando personagens e situações facilmente reconhecíveis com o limite do absurdo de um thriller psicológico, esta é uma história sobre renúncia e amizade, sobre o crescimento do fascismo diante de uma geração que viu todo o amor do mundo morrer e passou a inventar todo dia uma nova forma de seguir adiante, canonizando o descartável depois da derrocada total das ideias edificantes.

E há poetas, há muitos poetas em Não vale morrer, porque este livro é também a concretização de um sonho e um recorte, ainda que modesto, do quadro bastante heterodoxo de mentes e corpos que compõem uma suposta geração em expansão e em decadência, mesmo que seus rostos continuem escondidos por balaclavas ou faces plásticas de escritores mais famosos e, consequentemente, já mortos.

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
Não vale morrer
Autor: Leonardo Marona 
Editora: Edições Macondo 
ISBN:  978-65-88750-10-0
Idioma: Português 
Altura: 14 cm
Largura: 21 cm
Edição: 1ª
Ano de lançamento: 2021
Número de páginas: 368  

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Não vale morrer

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Aproximando-se dos quarenta anos, o poeta e livreiro Leon Trapani luta para se manter abstêmio enquanto trabalha na realização de um dos seus grandes sonhos: escrever um livro sobre sua geração, durante um período em que o suicídio entre poetas atinge recordes históricos. Ao mesmo tempo em que desenvolve seu projeto, Trapani desenha um quase dever indeciso sobre que rumo tomar em sua própria vida, construindo uma história sobre o que alguns alcoólatras são capazes de fazer no tempo em que, outrora, estariam bebendo.

Ao se mover entre um painel de memórias, o cotidiano caótico de um poeta-operário e reuniões do AA, o protagonista do romance cruza o caminho de Lorena Varuni, espécie de deusa ex machina obstinada em revolucionar a realidade palpável através da literatura, e se vê tragado por uma intriga conspiratória que ruma à destruição de toda poesia. Vestindo aos poucos a máscara da loucura, Leon se atira contra o espelho dos seus duplos e aos sonhos de Lorena, que dorme dentro da sua cabeça e compartilha, de modo inexplicável, seus pensamentos, antecipando espantosamente seus desejos.

Em meio a uma profusão de livreiros, professores, cineastas, intelectuais em crise, alcoólatras em recuperação, da máfia do petróleo, do mercado do livro e da vida dos trabalhadores da poesia, a narrativa se vale também de toda sorte de vagabundos junto aos quais Leon Trapani se une em um transe de coragem e alucinação. Sem saber se está sonhando ou se está acordado (se está definitivamente na vida), Leon descobre uma conexão constante com outra cabeça que não a sua, como se seus pensamentos nunca tivessem pertencido a ele mesmo. Essa conexão magnética com Lorena expõe o narrador a diversos limites físicos e mentais, entre eles o da condução do próprio romance.

Como escreve Leonardo Fróes no prefácio do livro, em tudo que Leonardo Marona escreve há jorros escandalosos de criatividade e talento, e em Não vale morrer não é diferente. Mesclando personagens e situações facilmente reconhecíveis com o limite do absurdo de um thriller psicológico, esta é uma história sobre renúncia e amizade, sobre o crescimento do fascismo diante de uma geração que viu todo o amor do mundo morrer e passou a inventar todo dia uma nova forma de seguir adiante, canonizando o descartável depois da derrocada total das ideias edificantes.

E há poetas, há muitos poetas em Não vale morrer, porque este livro é também a concretização de um sonho e um recorte, ainda que modesto, do quadro bastante heterodoxo de mentes e corpos que compõem uma suposta geração em expansão e em decadência, mesmo que seus rostos continuem escondidos por balaclavas ou faces plásticas de escritores mais famosos e, consequentemente, já mortos.

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
Não vale morrer
Autor: Leonardo Marona 
Editora: Edições Macondo 
ISBN:  978-65-88750-10-0
Idioma: Português 
Altura: 14 cm
Largura: 21 cm
Edição: 1ª
Ano de lançamento: 2021
Número de páginas: 368  

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