Odes a Maximin nasceu, como de praxe no trabalho do poeta e contista Ricardo Domeneck, de uma obsessão varonil. Era o verão berlinense de 2011 quando o poeta chegou à casa de amigos gays que conversavam alto e animadamente sobre um rapaz que aparecera em uma festa dias atrás. Aos dezenove anos e com cachos pendentes sobre o rosto, o rapaz deixara os rapazes em polvorosa. “Exibia-se!”, diziam. Uma mera semana depois, o poeta o conheceria por acaso em outra festa. Corte na ilha de edição
da memória para este verão brasileiro de 2018, sete anos mais tarde, após um caso tórrido, muitas noites em claro nos inferninhos berlinenses, muitas conversas e brigas, e eis que chega às mãos do leitor este Odes a Maximin – que não é o nome do rapaz, pois o poeta esconde embaixo deste codinome aquele que antes se escondia sob cachos, como as sujeiras debaixo de um tapete, assim como Adélia Prado escondeu o seu Jonathan e Cazuza escondeu seu Beija-Flor. Se na obra anterior do poeta e contista, o homoerotismo erguia sua cabeça e outras extremidades em vários poemas, este Odes a Maximin é certamente sua mais desbragada e honesta declaração de paixão homoerótica.
 

Chega em momento político oportuno no Brasil, ainda que alguns o chamem de inoportuno. Influenciado pela poesia homoerótica grega e latina, o livro tem como pano de fundo histórico o culto a Antínoo e também o culto a Maximin no chamado Círculo de George, do poeta alemão Stefan George. Pois existiu deveras um Maximin histórico, o jovem poeta berlinense Maximilian Kronberger (1888-1908), que seria praticamente divinizado em poemas por Stefan George após sua morte precoce.

O livro une-se a tantos outros relatos em prosa ou verso dedicados por autores a paixões, como os poemas de Frank O’Hara para o dançarino Vincent Warren na década de 1950, ou, já que falamos em um Vincent, também o diário da relação conturbada do francês Hervé Guibert com um rapaz parisiense em Fou de Vincent (1989). A tonalidade por vezes clássica do livro está também no seu projeto gráfico, que segue tendências da edição de livros tradicional, como a capa dura e a tipografia serifada.

Cada exemplar traz uma de doze cartas escritas pelo poeta, como quando encontramos uma carta esquecida em algum livro no sebo. Já a temática homoerótica do livro aparece nas ilustrações do artista alemão David Schiesser, que intercalam os poemas. 

Ricardo Domeneck é um poeta, contista e ensaísta brasileiro, nascido em Bebedouro, São Paulo, em 1977. 

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
Odes a Maximin
Autor: Ricardo Domeneck
Editora: Garupa
ISBN: 978-85-5986-014-6
Idioma: Português
Edição: 1ª
Altura: 22 cm
Largura: 14 cm
Ano de lançamento: 2018
Número de páginas: 113

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Odes a Maximin nasceu, como de praxe no trabalho do poeta e contista Ricardo Domeneck, de uma obsessão varonil. Era o verão berlinense de 2011 quando o poeta chegou à casa de amigos gays que conversavam alto e animadamente sobre um rapaz que aparecera em uma festa dias atrás. Aos dezenove anos e com cachos pendentes sobre o rosto, o rapaz deixara os rapazes em polvorosa. “Exibia-se!”, diziam. Uma mera semana depois, o poeta o conheceria por acaso em outra festa. Corte na ilha de edição
da memória para este verão brasileiro de 2018, sete anos mais tarde, após um caso tórrido, muitas noites em claro nos inferninhos berlinenses, muitas conversas e brigas, e eis que chega às mãos do leitor este Odes a Maximin – que não é o nome do rapaz, pois o poeta esconde embaixo deste codinome aquele que antes se escondia sob cachos, como as sujeiras debaixo de um tapete, assim como Adélia Prado escondeu o seu Jonathan e Cazuza escondeu seu Beija-Flor. Se na obra anterior do poeta e contista, o homoerotismo erguia sua cabeça e outras extremidades em vários poemas, este Odes a Maximin é certamente sua mais desbragada e honesta declaração de paixão homoerótica.
 

Chega em momento político oportuno no Brasil, ainda que alguns o chamem de inoportuno. Influenciado pela poesia homoerótica grega e latina, o livro tem como pano de fundo histórico o culto a Antínoo e também o culto a Maximin no chamado Círculo de George, do poeta alemão Stefan George. Pois existiu deveras um Maximin histórico, o jovem poeta berlinense Maximilian Kronberger (1888-1908), que seria praticamente divinizado em poemas por Stefan George após sua morte precoce.

O livro une-se a tantos outros relatos em prosa ou verso dedicados por autores a paixões, como os poemas de Frank O’Hara para o dançarino Vincent Warren na década de 1950, ou, já que falamos em um Vincent, também o diário da relação conturbada do francês Hervé Guibert com um rapaz parisiense em Fou de Vincent (1989). A tonalidade por vezes clássica do livro está também no seu projeto gráfico, que segue tendências da edição de livros tradicional, como a capa dura e a tipografia serifada.

Cada exemplar traz uma de doze cartas escritas pelo poeta, como quando encontramos uma carta esquecida em algum livro no sebo. Já a temática homoerótica do livro aparece nas ilustrações do artista alemão David Schiesser, que intercalam os poemas. 

Ricardo Domeneck é um poeta, contista e ensaísta brasileiro, nascido em Bebedouro, São Paulo, em 1977. 

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
Odes a Maximin
Autor: Ricardo Domeneck
Editora: Garupa
ISBN: 978-85-5986-014-6
Idioma: Português
Edição: 1ª
Altura: 22 cm
Largura: 14 cm
Ano de lançamento: 2018
Número de páginas: 113

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