Reunião de 20 poemas sobre as contradições do humano em suas relações tempestuosas com o planeta. Gaia é o segundo livro do poeta, jornalista e produtor cultural Antonio Martinelli. Nos versos do autor, a voz poética se constitui de maneira filosófica, visionária e cósmica, mas também profundamente telúrica e política. Ao investigar as muitas faces de Gaia, aprofunda-se o questionamento de como o humano tem se portado na tarefa paradoxal de ocupá-la, preservá-la e ao mesmo tempo consumi-la.

O livro tem início com poemas que declaram a incapacidade de dissociarmos a atuação do humano de sua responsabilidade perante a Terra como um organismo vivo. São poemas sobre a maneira como a interioridade psíquica e onírica mantém uma chama de respeito e de desejo em relação ao planeta, ao mundo natural, ao ambiente, às cidades e às relações.

É assim que os poemas de corte mais lírico e amoroso se comunicam com os poemas mais telúricos e políticos, que dominam a parte final do livro: o desafio ético do eu contemporâneo pressupõe encontrar os pontos de contato e de afeto que o liguem aos seus iguais, aos seus semelhantes, aos dessemelhantes, aos inimigos, aos narcisos — e todos às muitas dimensões e esferas de Gaia.

Os poemas perfazem uma tentativa de elencar os dilemas do humano na era do Antropoceno, quando a racionalidade, a civilização e a ciência atingiram níveis de excelência, mas não conseguiram universalizar suas conquistas. A Gaia atual, assim, revela-se um reflexo das dificuldades do humano em domar seus impulsos ambivalentes.  

Por meio de uma linguagem insuflada e intempestiva, as composições se dão em versos longos, que fazem uso de recursos gráficos sutis, mas potentes (como o emprego do texto em negrito e de intercalações entre colchetes).

Na poesia de Martinelli, o discurso inflamado busca investigar os limites de um eu que aponta os equívocos do Antropoceno, mas também preserva certa medida do lírico, do erótico e do afetivo. Assim, ao reconhecer a violência das arbitrariedades e da destrutividade, a lírica do autor encontra lugar para a beleza dos sonhos, dos afetos e dos projetos.

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
Gaia
Autor: Antonio Martinelli
Editora: Quelônio
ISBN: 9786587790183
Idioma: Português
Altura: 22 cm
Largura: 15 cm
Edição: 1ª
Ano de lançamento: 2021
Número de páginas: 68

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Gaia

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Reunião de 20 poemas sobre as contradições do humano em suas relações tempestuosas com o planeta. Gaia é o segundo livro do poeta, jornalista e produtor cultural Antonio Martinelli. Nos versos do autor, a voz poética se constitui de maneira filosófica, visionária e cósmica, mas também profundamente telúrica e política. Ao investigar as muitas faces de Gaia, aprofunda-se o questionamento de como o humano tem se portado na tarefa paradoxal de ocupá-la, preservá-la e ao mesmo tempo consumi-la.

O livro tem início com poemas que declaram a incapacidade de dissociarmos a atuação do humano de sua responsabilidade perante a Terra como um organismo vivo. São poemas sobre a maneira como a interioridade psíquica e onírica mantém uma chama de respeito e de desejo em relação ao planeta, ao mundo natural, ao ambiente, às cidades e às relações.

É assim que os poemas de corte mais lírico e amoroso se comunicam com os poemas mais telúricos e políticos, que dominam a parte final do livro: o desafio ético do eu contemporâneo pressupõe encontrar os pontos de contato e de afeto que o liguem aos seus iguais, aos seus semelhantes, aos dessemelhantes, aos inimigos, aos narcisos — e todos às muitas dimensões e esferas de Gaia.

Os poemas perfazem uma tentativa de elencar os dilemas do humano na era do Antropoceno, quando a racionalidade, a civilização e a ciência atingiram níveis de excelência, mas não conseguiram universalizar suas conquistas. A Gaia atual, assim, revela-se um reflexo das dificuldades do humano em domar seus impulsos ambivalentes.  

Por meio de uma linguagem insuflada e intempestiva, as composições se dão em versos longos, que fazem uso de recursos gráficos sutis, mas potentes (como o emprego do texto em negrito e de intercalações entre colchetes).

Na poesia de Martinelli, o discurso inflamado busca investigar os limites de um eu que aponta os equívocos do Antropoceno, mas também preserva certa medida do lírico, do erótico e do afetivo. Assim, ao reconhecer a violência das arbitrariedades e da destrutividade, a lírica do autor encontra lugar para a beleza dos sonhos, dos afetos e dos projetos.

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
Gaia
Autor: Antonio Martinelli
Editora: Quelônio
ISBN: 9786587790183
Idioma: Português
Altura: 22 cm
Largura: 15 cm
Edição: 1ª
Ano de lançamento: 2021
Número de páginas: 68

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